quinta-feira, 18 de junho de 2026

A sustentabilidade efetiva não é romântica

 

Sustentabilidade não é uma narrativa de virtude, 
mas uma disciplina de continuidade.

Poucos temas corporativos têm sido tão debatidos nas últimas décadas quanto a sustentabilidade, que passou a ocupar espaço em conselhos de administração, diretorias executivas e discursos institucionais. Esse movimento trouxe avanços importantes, mas também produziu um efeito colateral: a multiplicação de narrativas que, em muitos casos, provavelmente vieram com mais celeridade do que as práticas que deveriam lhes dar efetiva sustentação.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Indivíduo e Sociedade


por Roberto Locatelli, 
sócio e editor-chefe da Editora Sucesso, bem como escritor

O que vem primeiro? O ovo ou a galinha? Esse enigma sem solução está presente quando a pergunta é: a sociedade molda o individuo ou os indivíduos moldam a sociedade?

Há muitos séculos os filósofos se debruçam sobre as relações entre o indivíduo e a sociedade.

domingo, 14 de junho de 2026

Inteligência Artificial e a crise da decisão


A IA desafia a arquitetura organizacional das decisões.

Toda nova tecnologia cria certo nível de fricção, ao menos inicialmente. A inteligência artificial, entretanto, tem criado uma fricção diferente, quando se considera a realidade das organizações: não exatamente entre pessoas e máquinas, mas entre a velocidade da adoção operacional da IA e a velocidade da governança necessária para orientá-la em prol dos negócios. Esse atrito tem revelado algo inquietante e muito importante: a IA não apenas cria desafios técnicos, mas também expõe a qualidade da governança, da liderança e da cultura decisória.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Nell Minow, o ativismo pela governança e o acionista consciente


Imagem gerada por IA, para fim meramente ilustrativo.

Ativismo acionário não é um luxo de investidores militantes.

Nell Minow é uma das figuras mais originais e influentes da história moderna da governança corporativa. Advogada, ativista acionária, crítica de cinema, autora e empresária, Minow construiu uma trajetória marcada por uma convicção essencial: a propriedade acionária não pode ser passiva. Acionistas — especialmente os institucionais – devem atuar como agentes ativos de fiscalização, transparência e responsabilização, impedindo que executivos transformem grandes companhias em feudos privados.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Casos corporativos do Brasil neste milênio


Quais casos corporativos midiáticos chamam nossa atenção neste milênio?

No Brasil, os principais casos corporativos deste milênio revelam uma verdade incômoda: a governança corporativa, frequentemente exaltada nos relatórios, nos códigos internos e nas apresentações institucionais, é realmente testada nos momentos em que interesses econômicos, pressões por crescimento, metas agressivas, vaidades executivas e fragilidades de controle entram em choque com a prudência, a transparência e a responsabilidade.

domingo, 7 de junho de 2026

Felipe Massa na Fórmula 1: Governança pode chegar tarde?


Uma questão de governança institucional: 
quem fiscaliza os fiscalizadores?

Em setembro de 2008, durante o Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1, ocorreu um dos episódios mais controvertidos da história recente da categoria. Naquela prova, Nelson Piquet Jr., então piloto da Renault, bateu seu carro em circunstâncias posteriormente tratadas, no âmbito disciplinar da Fédération Internationale de l'Automobile (FIA), como deliberadas e vinculadas à estratégia da equipe. O episódio provocou a entrada do safety car, alterou a dinâmica da corrida e passou a integrar um debate mais amplo sobre integridade esportiva, resposta institucional e confiança em sistemas regulados.